Concurso, CorreioWeb, Brasília, DF

publicidade

Você escolhe o nome

26/11/2014 16:31

As Olimpíadas do Rio serão em 2016. Mas os preparativos começaram há anos. Transporte, construção de estádios, acomodação de delegações etc. e tal não se compram em supermercado. Exigem planejamento e tempo de execução. Mãos à obra, pois. O marketing não fica atrás. Vale tudo pra conquistar simpatizantes e atrair turistas.

Mascotes entram em cartaz. As cariocas se mostraram na segunda. São duas. Uma homenageia a flora brasileira. A outra, a fauna. A primeira trará sorte aos atletas paraolímpicos. A segunda, aos olímpicos. Elas têm cara, mas não têm nome. Têm proposta de nome. O público vai escolher uma entre três sugestões. Ei-las:

a. Oba e Eba
b. Tiba Tuque e Esquindim
c. Vinicius e Tom

Eu voto em...
Que tal excluir? Tiba Tuque e Esquindim são nomes difíceis e compridões. Xô! Vinícius e Tom homenageiam dois compositores verde-amarelos conhecidos mundo afora. Os brasileiros os adoram. Fáceis de memorizar, são bem-vindos. Mas... Oba e Eba transmitem alegria. São interjeições que traduzem comemoração. Curtinhos, colam na memória. Fico com eles. E você?

Sem bobeira
Quem vai ganhar? Na democracia, ganha o mais votado. Seja qual for a duplinha escolhida, um fato é indiscutível. Mascote é substantivo feminino: Misha foi a mascote das Olimpíadas de Moscou (1980). As mascotes cariocas ainda não empolgaram. Alguém se lembra das mascotes dos Jogos de Londres?

Mascote é...
... pessoa, animal ou coisa a que se atribui poder mágico – dar sorte ou trazer felicidade.

Oficina da palavra
"Numas férias arrumei um namorado em Vitória, o mais lindo e cobiçado da turma. Durante todo o ano foi uma troca de cartas esperadíssimas — e minha palavra tinha que ser suficientemente sedutora para fazer com que aquele garoto não me esquecesse e suspirasse pela minha volta. Alguém quer melhor motivação para a escrita? Em pouco tempo eu era redatora do jornalzinho escolar, fazendo várias seções diferentes em estilos diversos. Ainda não inventaram melhor oficina da palavra." (Maria Clara Machado)

Doa, que Deus abençoa
Esta é a Semana Nacional de Doação de Sangue. Campanhas invadem as redes sociais. A moçada quer fazer o bem sem olhar a quem. Pra fazer bonito, deu uma espiadinha na conjugação do verbo doar. Descobriu que o dissílabo joga no time de voar, perdoar, abençoar & cia. No presente do indicativo, a equipe dá nó nos miolos. A razão: a reforma ortográfica cassou o acento do hiato oo. Agora a duplinha aparece solta, sem lenço e sem chapeuzinho. Assim: eu doo (voo, abençoo, perdoo), ele doa (voa, abençoa, perdoa), nós doamos (voamos, abençoamos, perdoamos), eles doam (voam, abençoam, perdoam).

Nas manchetes
Com a reforma ministerial, um verbo ocupa as manchetes. É suceder. A regência do trissílabo maltrata falantes e escritores. Levy sucede Mantega? Levy sucede a Mantega? As duas formas aparecem a torto e a direito. Mas a norma culta tem preferência. Morre de amores pela preposição a. Na acepção de substituir, vir depois, o objeto indireto é pra lá de bem-vindo. Assim: Levy sucede a Mantega. A noite sucede ao dia. Ninguém sabe se conseguirá lhe suceder.

Senhor se

Olho vivo! Suceder pode ser pronominal. Vira, então, suceder-se. Significa vir ou acontecer depois. Eis exemplos: Na fazenda, os dias e as noites sucediam-se com irritante monotonia. Governantes se sucedem a governantes. Grifes se sucederam na passarela da São Paulo Fashion com criatividade, talento e ousadia.

Nem pensar
Na acepção de ocorrer, todo cuidado é pouco. Suceder, aí, tem alergia ao se. Pra evitar vermelhões e brotoejas, manda o monossílabo bater à porta de outra freguesia: O horror está sucedendo (não: se sucedendo) no Oriente Médio. O que sucedeu nas conversações do ministro brasileiro com a ministra belga? O que sucederá nos dois anos do governo Obama? Só a bola de cristal pode responder.

Leitor pergunta

Por que georreferência se escreve com rr?
Joaquim Meira — BH

A duplinha homenageia a pronúncia. Referência, ao se colar a geo- não pede hífen. Pra manter o som rr, só há uma saída — dobrar a letra. O mesmo ocorre com s. Pra que não soe z, a dose dupla entra em cartaz: georreferência, videorrevista, minissaia, corréu.

PESQUISA DE CONCURSOS