Concurso, CorreioWeb, Brasília, DF

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Faltou Socila

23/03/2015 14:14

Você viu? O ministro da Educação disse que na Câmara dos Deputados "havia de 300 a 400 achacadores". Foi à Casa do Povo se explicar. Ao chegar lá, surtou. Espumando de ódio, agrediu os donos da casa. E, dedo apontado para o presidente Eduardo Cunha, soltou esta: "Prefiro ser chamado de mal-educado do que de achacador como o senhor". Sob vaias, retirou-se.

Vamos combinar? Quem ofende o anfitrião é mal-educado mesmo— assim, com hífen. Cid Gomes precisa de aulinhas de boas maneiras. Não só. Precisa, também, de um cursinho de regência. A gente prefere uma coisa a outra (não do que outra): Prefiro ser chamado de mal-educado a de achacador como o senhor. Prefiro cinema a teatro. Prefiro Célia a Maria.

Quem pergunta o que quer...
O pedreiro sobe a escada com cinco tijolos na mão. O mestre de obras estranha:

— Só cinco? Seus colegas carregam 10. O que está acontecendo?

— Vai ver eles têm preguiça de descer duas vezes.

***

Uma mulher vê um menino na rua e lhe dá uma laranja.

— Esta laranja é pra você, meu filho.

Ela espera o agradecimento. O moleque fica calado. Zangada, a generosa pergunta:

— O que que você tem de dizer pra mim agora?

— Descasca!


Com s
A Carmelita lê jornais na internet. Sem sair de casa, dá uma espiadinha em diários brasileiros, americanos, franceses. Outro dia, viu esta notícia: "Professores ameaçam paralização". Estranhou. Foi ao dicionário. Lá estava a certeza. Paralisação é filhote de paralisia. Ambos se escrevem com s.

Ambiguidade é isto

Mário Quintana dizia que a gente "pensa uma coisa, escreve outra, o leitor entende outra e a coisa propriamente dita desconfia que não foi dita propriamente". Duvida? Eis exemplo:

Duas peruas se encontram. Uma olha pra outra. Num átimo, comparam-se. A mais escolada toma a frente. Comenta:

— Querida! Que blusa mais linda!

— É lã especial. Foram necessárias oito ovelhas para confeccioná-la.

— Que chique! Nem sabia que já tinham ensinado ovelhas a costurar.

Leitor pergunta

Qual diminutivo de desculpa: desculpinha ou desculpazinha?

Rubens Sales, Brasília

Ambos merecem nota 10. Inho é prefixo formador de diminutivo. Às vezes, ele se cola ao radical da palavra. É o caso de casa (casinha), país (paisinho), nariz (narizinho). Outras vezes, precisa recorrer a uma pontezinha. Convoca, então, a letra z, chamada de consoante de ligação: vovó (vovozinha), café (cafezinho), sofá (sofazinho), coração (coraçãozinho).

Alguns vocábulos jogam nos dois times. São, em geral, paroxítonos terminados em volgal: menino (menininho, meninozinho), garoto (garotinho, garotozinho), desculpa (desculpinha, desculpazinha), livro (livrinho, livrozinho), parede (paredinha, paredezinha), pai (painho, paizinho).

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