Concurso, CorreioWeb, Brasília, DF

publicidade

Quem não se comunica se trumbica

22/11/2016 09:00

Dad Squarisi

Recado
“Quem não se comunica se trumbica.”
Chacrinha

Diálogo pós-Enem
-- Pai, tirei 9,5 no teste.
-- Parabéns, Filho. Que teste era esse?
-- O teste do bafômetro. Levaram seu carro.

Só pode
Donald Trump ganhou a eleição para a Casa Branca. “Foi uma surpresa planetária inesperada”, disse o repórter excitado. Ops! Baita pleonasmo. Toda surpresa é inesperada. Se o fato é esperado, surpresa não é.
A fortona
Vitória de Trump? “Ruim pra nós, ruim pro mundo”, opinaram comentaristas a torto e a direito. Olho vivo! Ru-im é palavra dissílaba. Rima com Joaquim e botequim. A sílaba tônica é a última.
Anúncio
A Petrobras anunciou a segunda redução no preço dos combustíveis. Por ora, a notícia acariciou a conta bancária das refinarias. O bolso do consumidor continua aguardando uns trocadinhos. Enquanto não vêm, vale a dica. Substantivo derivado de verbo terminado em –uzir escreve-se com ç. Assim: reduzir (redução), traduzir (tradução), conduzir (condução), introduzir (introdução).
Sempre plural
O país mais citado na semana? Foi, sem dúvida, os Estados Unidos. As referências, porém, nem sempre respeitaram a concordância da maior potência do planeta. Muitos puseram o verbo no singular. Bobearam. Estados Unidos jogam no time dos nomes escritos no plural. Todos concordam com o artigo: O Palmeiras joga domingo. O Amazonas fica na Região Norte. Os Alpes atraem muitos turistas. Os Estados Unidos surpreenderam o mundo. EUA têm novo presidente eleito.
Sempre singular
Sem artigo, o nome próprio escrito no plural pede o verbo no singular: Minas Gerais fica no Sudeste.
Paixão
Você é aficionado por política? Se a resposta for positiva ou negativa, guarde isto: aficionado tem só um c..

O quê dos quês
“Donald Trump conhece o quê dos quês”, escreveu o comentarista. Referia-se ao domínio que o então candidato tinha da mídia. “Ele sabia falar pra televisão”, daí o sucesso eleitoral. Será? Talvez. Como são águas passadas, a frase inspira uma dica de português. Trata-se do emprego do quê. Quando o monossílabo pede acento? Em duas oportunidades:
1. quando for substantivo. Aí será antecedido de pronome, artigo ou numeral: Trump tem um quê de desvairado. Qual o mistério dos quês? Hoje tratamos do quê com acento e sem acento. Este quê não me confunde mais. Belo quê você introduziu na redação.
2. Quando for a última palavra da frase: Trabalhar pra quê? Pediu licença, mas não disse para quê. Riu, mas não descobri por quê. Você se atrasou por quê? (Compare: Por que você se atrasou?)
No mais, o quê escreve-se sem acento: Disse que votou em Trump. Entre, que está chovendo. O livro que comprei custou R$ 60.
É isso. O diabo não é tão feio quanto o pintam. O quê diz por quê.

Leitor pergunta
Tenho dúvidas sobre a pronúncia de muitas palavras. Entre elas, recorde, Nobel, rubrica, subsídio. Pode me ajudar?
Clara Helena, Guará
Quem fala quer ser ouvido, entendido e apreciado. Tem, por isso, de pronunciar as palavras como manda o dicionário. Dizer récord? Nem pensar. Recorde rima com concorde. Referir-se ao Prêmio Nóbel? Valha-nos, Deus. Nobel soa como anel, painel e papel. Rubrica é paroxítona como fabrica, lubrifica e sacrifica. Subsídio pertence à equipe de subsolo. Com a duplinha, o z não tem vez. Xô!
A meu ver? Ao meu ver? Eta dúvida que nunca se vai.
Bernardo Cândido, Divinópolis
Não bobeie. Expressões construídas com pronome possessivo se usam sem artigo: a meu ver, a meu lado, a seu pedido, a nosso bel-prazer (não: ao meu ver, ao meu lado, ao meu pedido).
Olho vivíssimo, Bernardo. A ponto de, no sentido de prestes a, segue o mesmo princípio: Esteve a ponto de disputar a eleição. Chegou a ponto de morrer. Mas escapou.
Mas... Você quer aquela carninha medianamente assada, que dá água na boca? Peça sem medo de errar um bife… ao ponto.
Recado
“Quem não se comunica se trumbica.”
Chacrinha

Diálogo pós-Enem
-- Pai, tirei 9,5 no teste.
-- Parabéns, Filho. Que teste era esse?
-- O teste do bafômetro. Levaram seu carro.

Só pode
Donald Trump ganhou a eleição para a Casa Branca. “Foi uma surpresa planetária inesperada”, disse o repórter excitado. Ops! Baita pleonasmo. Toda surpresa é inesperada. Se o fato é esperado, surpresa não é.
A fortona
Vitória de Trump? “Ruim pra nós, ruim pro mundo”, opinaram comentaristas a torto e a direito. Olho vivo! Ru-im é palavra dissílaba. Rima com Joaquim e botequim. A sílaba tônica é a última.
Anúncio
A Petrobras anunciou a segunda redução no preço dos combustíveis. Por ora, a notícia acariciou a conta bancária das refinarias. O bolso do consumidor continua aguardando uns trocadinhos. Enquanto não vêm, vale a dica. Substantivo derivado de verbo terminado em –uzir escreve-se com ç. Assim: reduzir (redução), traduzir (tradução), conduzir (condução), introduzir (introdução).
Sempre plural
O país mais citado na semana? Foi, sem dúvida, os Estados Unidos. As referências, porém, nem sempre respeitaram a concordância da maior potência do planeta. Muitos puseram o verbo no singular. Bobearam. Estados Unidos jogam no time dos nomes escritos no plural. Todos concordam com o artigo: O Palmeiras joga domingo. O Amazonas fica na Região Norte. Os Alpes atraem muitos turistas. Os Estados Unidos surpreenderam o mundo. EUA têm novo presidente eleito.
Sempre singular
Sem artigo, o nome próprio escrito no plural pede o verbo no singular: Minas Gerais fica no Sudeste.
Paixão
Você é aficionado por política? Se a resposta for positiva ou negativa, guarde isto: aficionado tem só um c..

O quê dos quês
“Donald Trump conhece o quê dos quês”, escreveu o comentarista. Referia-se ao domínio que o então candidato tinha da mídia. “Ele sabia falar pra televisão”, daí o sucesso eleitoral. Será? Talvez. Como são águas passadas, a frase inspira uma dica de português. Trata-se do emprego do quê. Quando o monossílabo pede acento? Em duas oportunidades:
1. quando for substantivo. Aí será antecedido de pronome, artigo ou numeral: Trump tem um quê de desvairado. Qual o mistério dos quês? Hoje tratamos do quê com acento e sem acento. Este quê não me confunde mais. Belo quê você introduziu na redação.
2. Quando for a última palavra da frase: Trabalhar pra quê? Pediu licença, mas não disse para quê. Riu, mas não descobri por quê. Você se atrasou por quê? (Compare: Por que você se atrasou?)
No mais, o quê escreve-se sem acento: Disse que votou em Trump. Entre, que está chovendo. O livro que comprei custou R$ 60.
É isso. O diabo não é tão feio quanto o pintam. O quê diz por quê.

Leitor pergunta
Tenho dúvidas sobre a pronúncia de muitas palavras. Entre elas, recorde, Nobel, rubrica, subsídio. Pode me ajudar?
Clara Helena, Guará
Quem fala quer ser ouvido, entendido e apreciado. Tem, por isso, de pronunciar as palavras como manda o dicionário. Dizer récord? Nem pensar. Recorde rima com concorde. Referir-se ao Prêmio Nóbel? Valha-nos, Deus. Nobel soa como anel, painel e papel. Rubrica é paroxítona como fabrica, lubrifica e sacrifica. Subsídio pertence à equipe de subsolo. Com a duplinha, o z não tem vez. Xô!
A meu ver? Ao meu ver? Eta dúvida que nunca se vai.
Bernardo Cândido, Divinópolis
Não bobeie. Expressões construídas com pronome possessivo se usam sem artigo: a meu ver, a meu lado, a seu pedido, a nosso bel-prazer (não: ao meu ver, ao meu lado, ao meu pedido).
Olho vivíssimo, Bernardo. A ponto de, no sentido de prestes a, segue o mesmo princípio: Esteve a ponto de disputar a eleição. Chegou a ponto de morrer. Mas escapou.
Mas... Você quer aquela carninha medianamente assada, que dá água na boca? Peça sem medo de errar um bife… ao ponto.

PESQUISA DE CONCURSOS