Concurso, CorreioWeb, Brasília, DF

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Vai e vem sem fim

29/12/2016 09:00

Dad Squarisi

Vai e vem sem fim
A cada 12 meses, a história se repete. Um ano acaba e começa outro. Nós não deixamos por menos. Mandamos cartões, e-mails ou torpedos. Alguns preferem votos coletivos. Recorrem ao Twitter ou ao Face Book. Uns e outros têm um denominador comum.  No sentido de passagem, precisam escrever ano-novo assim – com hífen e letras minúsculas.
100% nacional
A virada do calendário merece mais que ceia, champanhe e roupa nova. Faz jus à grafia nota 10. A francesinharéveillon mantém a forma original. Escreve-se com acento, dois ll e... letra inicial pequenina. Por quê? Apesar da pompa, é substantivo comum.
Brindemos, senhores
Tim-tim, tim-tim, tim-tim. O borbulhante preferido por 10 entre 10 brasileiros recebe o nome da região onde é produzido. Sofisticada, a bebida gosta de tratamento VIP. Uma das bajulações que mais aprecia é o tratamento masculino. Sabe por quê? Ela é vinho sim, senhores -- o (vinho) champanhe: Vamos tomar um champanhe geladinho?
Exclusivo
Sabia? Só existe champanhe francês. Por isso, dizer “champanhe francês” é pleonasmo. Joga no time do subir pra cima, descer pra baixo, elo de ligação, habitat natural e países do mundo. Só se sobe pra cima, só se desce pra baixo, todo elo é de ligação, todo habitat é natural, todos os países são do mundo. E, claro, todo champanhe é francês. Basta subir e descer. Elo, habitat e países, sozinhos, dão o recado. Champanhe é champanhe. Dispensa a indicação de nacionalidade. Xô!
Italianinho
Toda unanimidade é burra? Nelson Rodrigues jurava que sim. Os fatos lhe dão razão. Os vinhos servem de exemplo. Muitos gostam de champanhe. Mas há quem prefira o espumante italiano. Ele mantém a grafia original. É prosecco.
Carícias
Dois verbos soam como carícias. Um é presentear. O outro, cear. Ambos jogam no time de passear (outra delícia). Eles têm um denominador comum. Armam cilada na conjugação. No presente, o nós e o vós dispensam o i que aparece nas demais pessoas. Compare: passeio, ceio, presenteio; passeias, ceias, presenteias; passeia, ceia, presenteia; passeamos, ceamos, presenteamos; passeais, ceais, presenteais; passeiam, ceiam, presenteiam.
O presente do subjuntivo segue a rota do indicativo. Veja: que eu passeie, ceie, presenteie; que tu passeies, ceies, presenteies; que ele passeie, ceie, presenteie; que nós passeemos, ceemos, presenteemos; que vós passeeis, ceeis, presenteeis; que eles passeiem, ceiem, presenteiem.
Criador e criatura
Alguns ainda não entregaram o presentinho de Natal. Para eles vale a dica. Papai Noel é o bom velhinho que dá presentes pra meninada. Ele é tão importante no imaginário infantil que deu filhote. É papai-noel. Com hífen e letras minúsculas, quer dizer lembrancinhas de Natal: Ainda não comprei seu papai-noel. É que quero escolher um pra lá de legal. Você merece.
Carícias
Dois verbos soam como carícias. Um é presentear. O outro, cear. Ambos jogam no time de passear (outra delícia). Eles têm um denominador comum. Armam cilada na conjugação. No presente, o nós e o vós dispensam o i que aparece nas demais pessoas. Compare: passeio, ceio, presenteio; passeias, ceias, presenteias; passeia, ceia, presenteia; passeamos, ceamos, presenteamos; passeais, ceais, presenteais; passeiam, ceiam, presenteiam.
O presente do subjuntivo segue a rota do indicativo. Veja: que eu passeie, ceie, presenteie; que tu passeies, ceies, presenteies; que ele passeie, ceie, presenteie; que nós passeemos, ceemos, presenteemos; que vós passeeis, ceeis, presenteeis; que eles passeiem, ceiem, presenteiem.
Leitor pergunta
Quando usar os números romanos?
Sara Guta, BH
Os números romanos oferecem mais dificuldade de leitura que os arábicos. São uma pedra no caminho. Usam-se, sobretudo, em texto de lei e nome de papas, reis e nobres: Bento XVI, D. Pedro II, Parágrafo V.

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