Concurso, CorreioWeb, Brasília, DF

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Reconhecimento de terreno: bancas

16/06/2015 11:13 | Atualização: 16/06/2015 11:15

Em nossa última conversa, estabeleci os tipos de prova. Hoje é chegado o momento de aprofundar o conhecimento das bancas examinadoras, apontando suas principais características. Para isso, selecionei duas das principais bancas do país, Esaf e Cespe, que resumem bastante os estilos de prova adotados pelas demais organizadoras.

As provas da Escola de Administração Fazendária (Esaf) têm duas expressões que as define: a “prova-maratona” e “o deserto antes do meu cargo”. E, para todos os concurseiros (sejam eles iniciantes ou experientes), posso afirmar que a dificuldade apenas trará mais sabor à sua conquista. Por isso, encare a prova com tranquilidade e confiança.

Diversificada e completa, a Esaf trabalha todas as etapas e tipos de concursos, formulando questões objetivas e discursivas. As provas dessa banca são conhecidas por serem extensas e detalhadas, sem, contudo, perderem a objetividade, exigindo uma leitura aprofundada. Não raro, o próprio enunciado contém a chave para a solução das questões.

Falando especificamente sobre as questões...
Objetivas: enunciados precisos e detalhistas com alternativas, usualmente de A a E, elaboradas e extensas – por vezes uma coluna inteira tem só uma questão. A característica mais marcante dessa banca é elaborar questões cuja indicação é a marcação da alternativa incorreta, mais correta ou menos incorreta, o que, em uma leitura menos atenta, pode passar despercebido.

Discursivas:
com um enunciado tão preciso e objetivo, a banca passa ao candidato muito da responsabilidade pela própria nota. A indicação das questões é absolutamente marcada pelos pontos que são esperados em cada resposta, que devem ser escritas, em sua maioria, sob a forma de dissertação. Na área do Direito, tem por costume chamar a atenção para conceitos fundamentais e jurisprudências, sempre inovando com questões que abordam temas atuais.

Muitos concurseiros comentam sobre não ter tempo para fazer rascunhos e se preocupam em como proceder nesses casos. No Como passar em provas e concursos falo sobre este tema, mas a ideia fundamental é: nunca escreva direto!

Oral: Última etapa nos concursos da magistratura e procuradoria, a prova oral da Esaf é uma arguição que tem como base os pontos dispostos no edital, conteúdos dentro das diversas áreas a serem desenvolvidos pelo candidato segundo escolha realizada pela banca (geralmente por sorteio) na hora da prova.

Uma dica importante para a prova oral, que também serve para a discursiva, é não divagar ou se alongar muito nas respostas. A fundamentação é essencial, mas quanto mais informações apresentar, maior será o risco de falar algo errado ou que não esteja necessariamente ligado ao conteúdo, e perder pontos.

É chegado, enfim, o momento de falar de uma das mais temidas e respeitadas bancas que há hoje no mundo dos concursos, o Cespe/UnB, ou Centro de Seleção e de Promoção de Eventos. Reconhecida por sua excelência, foi muitas vezes responsável por concursos importantes para a estrutura funcional do país, como o da Polícia Federal. Suas provas, exigentes e estruturadas, são alvo tanto de críticas quanto elogios, mas todos são unânimes em declarar que a banca possui um dos mais claros, honestos e objetivos processos de seleção do país.

Falando especificamente sobre as questões...
Objetivas: O Cespe trabalha basicamente com dois tipos de prova objetiva: cinco alternativas (de A a E) e o famigerado certo ou errado. As provas com cinco alternativas, mais raras, têm apenas uma alternativa correta, ou seja, o candidato não se deparará com “a mais correta” ou “a menos incorreta”.

As questões de certo ou errado, possuem apenas duas alternativas. Normalmente trazem apenas um enunciado, comum a um grupo de questões às quais o candidato deve julgar. São provas cansativas, uma vez que apresentam muito texto, feitas para vencer o concurseiro pelo cansaço, mas, ao contrário do que se imagina, não são cheias de “pegadinhas” ou “casca de banana”; seus enunciados são claros e objetivos. O grande “pulo do gato” é a especificidade: muitas vezes o que está errado na questão é um detalhe, uma palavra que foi alterada, uma vírgula do texto da lei que foi suprimida alterando um pouco o sentido da frase. Para essas provas, portanto, além da compreensão do texto, vale exercitar alguma técnica de memorização.

Discursivas: As provas discursivas do Cespe são redações de 30 linhas sobre um ponto do edital, que estará relacionado à atividade profissional e à atualidade. Uma importante dica, portanto, é ler todos os textos da prova. Como as provas são temáticas, os textos falam sobre os mesmos assuntos, o que pode reforçar ou embasar seus argumentos na hora de redigir a sua própria redação.

Estão sendo avaliados sua técnica de redação, seu vocabulário e correção gramatical e sua capacidade de concatenar ideias com coerência e coesão, portanto, mantenha a leitura em dia, pois isso contribui muito para que seu texto se torne cada vez mais “agradável” à leitura.

Conhecendo e dominando os estilos de bancas dos concursos que pretende prestar você está um passo na frente na fila da aprovação.

William Douglas

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