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Idecan divulga novo cronograma de concurso para soldados dos Bombeiros DF

A prova será em 30 de abril, no turno da tarde, das 15h às 19 horas

27/03/2017 14:45 | Atualização: 27/03/2017 15:18

Mariana Fernandes

CBMDF/Divulgação
O Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) divulgou no Diário Oficial, desta segunda-feira (27/3), o novo cronograma do concurso referente ao cargo de condutor e operador de viaturas. A prova havia sido anulada e agora está agendada para ocorrer em 30 de abril, no turno da tarde, das 15h às 19 horas. As matérias da avaliação serão as mesmas já definidas no edital. O Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultura e Assistencial Nacional (Idecan) é o organizador do concurso.

Os candidatos que não desejarem mais participar do certame poderão requerir a devolução da taxa de inscrição e seu consequente cancelamento até o dia 4 de abril . É necessário protocolar o requerimento no site do Idecan, anexando a cópia do boleto e comprovante de pagamento da taxa.

Os inscritos poderão acessar os locais de prova a partir de 24 de abril.  Todos serão submetidos a prova objetiva com 80 questões de Língua Portuguesa, Matemática, Química, Física, Biologia, Noções de Informática, Noções de Agenda Ambiental, Legislação Pertinente ao CBMDF e Emergências Pré-Hospitalares. Além disso, será aplicada também uma redação.

Relembre a anulação


O Idecan anunciou a anulação das provas na última sexta-feira (17/3), a partir de uma recomendação do Ministério Público do DF e Territórios(MPDFT). Em nota, a banca informou que tal medida foi entendida como necessária "em face da insconsistência havida, relativa à divulgação dos locais de realização de provas no site da organizadora." Confira aqui o documento completo. 

Segundo o MPDFT, mais de cem manifestações sobre irregularidades nas provas chegaram ao conhecimento do Ministério por meio de ouvidoria. O órgão identificou "graves falhas procedimentais" cometidas pela banca organizadora do certame durante a primeira fase, que ocorreu em 5 de fevereiro. 

Entre as falhas cometidas, segundo o Ministério, estão a não designação prévia das salas para a realização das provas e atraso para seu início; descontrole por parte dos fiscais em relação à coordenação dos candidatos em sala; divergência entre os nomes constantes nos cadernos de provas e respectivos gabaritos; e não concessão de tempo complementar aos candidatos, uma vez que o certame fora iniciado após o prazo preestabelecido no edital.

A decisão causou polêmica e dividiu os estudantes.  Enquanto alguns candidatos pediram a anulação junto ao Ministério, outros chegaram a fazer um abaixo-assinado contra o pedido. Thaís Cabral Batista, de 24 anos, é uma das candidatas que é contra a anulação. Ela chegou a participar de manifestações, em Brasília, que pediam que a etapa do concruso continuasse válida. "Acredito que a recomendação do Ministério foi precipitada por não saber o lado real da história", reclama. "O nosso objetivo foi entrar em contato com as autoridades e provar que não existe motivo para a anulação".


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