17/07/2008 18:52
Leônidas Albuquerque - Do CorreioWeb
O recesso parlamentar, que começa na semana que vem, atrasará a divulgação da empresa que será responsável pela organização do concurso do Senado Federal e a publicação do edital. De acordo com o diretor-geral da Casa, José Alexandre Lima Gazineo, a organizadora escolhida pela comissão que trata do tema, que avaliava propostas de outras seis empresas candidatas, já foi apresentado ao Primeiro Secretário, senador Efraim Morais (DEM-PB), que analisa os termos do contrato de prestação do serviço. Mas como o Congresso paralisará suas atividades, o parecer não será conhecido até agosto.
"Nem mesmo a escolhida foi informada de nossa preferência", garante Gazineo. Ele explica que a seleção só terá prosseguimento após o aval do secretário. "Só depois da confirmação de que o contrato poderá ser feito com dispensa de licitação e de que os termos estão adequados, começaremos a trabalhar para montar o edital", afirma.
Gazineo afirma que "o cronograma original está sendo respeitado" e reitera que as provas serão aplicadas e os resultados divulgados ainda este ano. "Depois do anúncio oficial, a organizadora terá em torno de 25 dias para preparar o edital, que será revisado pelo Senado e depois publicado. A partir daí, a lei nos obriga a esperar apenas 45 dias para fazer os testes", diz.
Para os candidatos, contudo, o adiamento na definição da organizadora implica em prejuízo aos estudos, freqüentemente orientados e adaptados ao perfil de cobrança de cada banca.
José Alexandre Lima Gazineo antecipa que o cargo de analista legislativo terá uma única fase, com provas objetivas e discursivas em uma mesma etapa. Os demais - na área de Comunicação Social e Policial Legislativo - terão um curso de formação, de caráter eliminatório.
Acompanhamento
Para evitar problemas como os ocorridos no concurso da Câmara dos Deputados, até hoje discutido na Justiça por conta do conteúdo e da correção das provas práticas, o Senado promete rigor na condução do certame. "Vamos acompanhar e fiscalizar no que for possível o trabalho da entidade para assegurar a legitimidade e a credibilidade da seleção, mas sem interferir na elaboração de provas", assegura Gazineo. Ele ressalta que a "as falhas ocorridas não foram responsabilidade da Câmara".
Provas em sete capitais
Os exames serão aplicados simultaneamente em sete cidades brasileiras, o que facilitará a participação de candidatos de diversas regiões. Além de Brasília, as avaliações podem ser feitas em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Belém.
Os postos oferecidos estão distribuídos em quatro grupos: processo legislativo e de administração; consultoria de orçamento e advocacia; comunicação; e tecnologia da informação. A última vez que o Senado lançou concurso público foi em 2001. À época, foram oferecidas 25 vagas distribuídas em 21 cargos. Todos os postos tinham rendimentos iniciais de R$ 5.901,50, para jornada de 40 horas semanais. A seleção foi conduzida pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/ UnB).
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