Concurso, CorreioWeb, Brasília, DF

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Matérias que gostamos e matérias que aprenderemos a gostar

Será que temos direito de não gostar de alguma matéria?

21/09/2017 11:13

William Douglas

Luis Nova/Esp. CB/D.A Press
Quando estamos nos preparando para concursos (ou estudando de forma geral), muitas vezes, somos rápidos em rotular matérias entre as que mais gostamos e as que não gostamos. Apesar de comum, esse hábito acaba tornando mais difícil a preparação dado que nosso inconsciente vai buscar maneiras de boicotar as matérias que não temos tanta afinidade e que, invariavelmente, precisam de mais atenção. Você compreende melhor a matérias que gosta mais e, por isso, deve aprender a gostar de todas as matérias necessárias para sua aprovação, seja qual for o grau ou tipo de prova que você está se preparado.


Até ontem você estudava mais as matérias que gostava. Agora, como gosta de todas, deve estudar mais as que sabe menos.

Tenho um amigo que queria ser Promotor de Justiça. Ele adorava Direito Penal e Processual Penal e detestava Direito Civil e Processual Civil e, por isso, adiava o estudo da parte civil e não alcançava o sucesso desejado nas provas. Certo dia recomendei que estudasse o que sabia menos. Ele não me deu ouvidos. Da última vez em que nos falamos, ele havia sido aprovado no concurso para Delegado de Polícia, um concurso que não exige Direito Civil e Processual Civil. Ser Delegado é uma das profissões mais emocionantes e interessantes que conheço, mas não era o sonho do meu amigo. Ele deixou de batalhar por seu sonho simplesmente por se recusar a dedicar mais tempo a matérias que não gostava.

Muitas pessoas caem no mesmo erro desse meu amigo e acabam desistindo do sonho no meio do caminho para satisfazer um desejo de não fazer algo que cause algum desconforto, como estudar a matéria que, até então, não tem afinidade. Você pode enquadrar seus pontos fortes ao seu sonho, mas não deve limitar seus sonhos a eles.

Você pode estar se perguntando: será que eu não tenho o direito de não gostar de alguma matéria? Bem, depende. Você pode desprezá-la se ela passar no teste em um teste bastante simples:

Dá para viver sem essa matéria?

A resposta a esse desafio vai ditar o melhor caminho a seguir. Se, sim, é possível viver sem ela, se o peso desta matéria é muito baixo em relação do todo da prova, por exemplo, você pode não gostar dela e não precisa, necessariamente, dedicar-se tanto ao seu estudo. Eu, por exemplo, nunca gostei de química. Mas química era uma das matérias que caía no vestibular. Lendo o edital, verifiquei que haveria um provão com 90 questões, sendo 9 de química (apenas 10% do total em jogo). Para passar no provão era preciso acertar 50% da prova. Nas específicas, cairia apenas português, inglês, história e geografia. Cheguei à conclusão de que com o tempo que iria gastar até aprender química para acertar alguma das 9 questões, era melhor estudar mais as outras matérias (principalmente as que cairiam na prova específica). Com efeito, deu para viver sem química. Passei no vestibular e nunca precisei gostar dela.

Se, por outro lado, a matéria é essencial para passar na prova, você não pode viver sem ela. Isto acontece quando, por exemplo, aquela disciplina é eliminatória ou, ainda, quando a matéria que você não gosta tem um peso grande na pontuação geral. Nestes caso, amigo, o melhor conselho é aprender a amar a matéria, para poder aprendê-la.

Portanto, se, até hoje, você tinha implicância com alguma matéria importante em sua preparação, se tinha alguma matéria que não gosta, mude sua forma de encará-la. Perceba-a como um desafio a ser superado, uma conquista, dedique mais tempo e mais energia para ela e verifique o diferencial que isso vai acarretar na trajetória dos seus sonhos.

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