Concurso, CorreioWeb, Brasília, DF

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Nos estudos mais vale a qualidade do que a quantidade

20/07/2015 11:45

William Douglas

Como quase tudo na vida, quando se trata de estudo, vale a máxima: mais vale a qualidade do que a quantidade. Quantas pessoas você não conhece que estudam dez, doze horas por dia sem reter conhecimento, sem técnica e sem conseguir um bom resultado nos exercícios e provas? Quantas pessoas, por outro lado, que você conhece que estudam quatro ou menos horas por dia, mas têm um quadro horário (geral e de estudo) bem estruturado, com as matérias divididas de acordo com um critério bem pensado, que estudam com técnica e estão sempre exercitando o que aprenderam, seja em exercícios (provas, simulados etc.) ou com mapas mentais, fichas e outros mecanismos de remissão de conhecimento?

O concurso, como sempre falo, é uma fila, mas quem estuda com qualidade está com uma senha melhor do que aquele que estuda sem compromisso ou técnica. São muitos os fatores que contribuem para que o estudo tenha qualidade – independente da quantidade de horas que seja destinada para ele –, são os fundamentais: concentração, método, ambiente e motivação.

Sem concentração e foco é impossível render no estudo. Se a cada distração o concurseiro emendar outra atividade e for deixando o estudo de lado, o dia vai ter acabado sem que ele tenha conseguido rever a matéria satisfatoriamente. Isso cobrará um preço no dia seguinte, pois o estudo acumulado, pode gerar ansiedade e intensificar a busca por fugas.

Método e técnica são essenciais. O ideal é que o candidato desenvolva suas próprias técnicas após ter analisado as que estão disponíveis e são recomendadas. A esse processo damos o nome de personalização. Quanto mais personalizado e técnico é o estudo, melhores e mais rápidos são os resultados. Ter um método ajuda o estudo a ser mais eficiente e, consequentemente, mais ágil. Ou seja, mais conhecimento em menos tempo.

Ter um ambiente adequado para estudar (iluminado, fresco, silencioso) é um importante diferencial, especialmente se o concurseiro tende a abraçar distrações. Deixei por último a motivação, da qual já falei tantas vezes e que é um dos mais importantes elementos do estudo. Ter motivação é a diferença entre percorrer aquela milha extra no estudo ou fazer só o mínimo necessário. É a motivação que fará o concurseiro abrir mão de parte do lazer, dos muitos amigos festeiros e das atividades que não contribuem para seu futuro. Estar motivado reduz a ansiedade e aumenta a produtividade.

Mesmo sabendo de todos esses fatores, alguns concurseiros ainda se preocupam apenas com “quantas horas” ele ou o colega estuda por dia, quantas horas eu, William Douglas, estudava para passar nos concursos que passei. Já cheguei a escrever um artigo comentando sobre uma mensagem que recebi, certa feita, sobre isso. O amigo concurseiro, julgando-se menos inteligente, ou em suas próprias palavras “mais burro”, que eu queria saber quantas horas eu estudava porque ele sobraria esse tempo para que pudesse aprender mais.

Apesar de equivocado fundamentalmente em dois pontos: ele não era mais ou menos inteligente do que eu e; dobrar a quantidade de horas de estudo não é garantia de bons resultados; ele estava correto em querer descobrir maneiras de se aprimorar. E estava buscando ajuda!

Convido o concurseiro a mudar seu paradigma de agora em diante. Ao invés de perguntar o quanto deve estudar, se questione sobre o que deve fazer para aprimorar e otimizar o tempo – qualquer que seja ele – destinado ao estudo. Quem se preocupa apenas com “quantas” horas, esquece do desperdício de tempo de estudo por causa de sua baixa qualidade.

Tenha em mente, como um mantra, que uma hora de estudo com qualidade vale mais do que cinco sem qualquer direcionamento. E que cinco horas de estudo valerão cada segundo, se mantiverem a qualidade daquela primeira. Portanto, reserve o maior tempo possível para estudo, com atenção às suas necessidades de descanso, mantendo o máximo desempenho.

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