Concurso, CorreioWeb, Brasília, DF

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Estudantes temem que ajuste fiscal diminua o número de vagas nos concursos

O calendário de provas poderá ser muito parecido ou mesmo mais minguado que o de 2014

17/11/2014 09:59

Diego Amorim

Breno Fortes/CB/D.A Press
"Falam de uma prova aqui, outra acolá, mas a verdade é que, por enquanto, não há edital na praça", Elisa Andrade, administradora
Nos cursinhos preparatórios para concursos públicos, um assunto tem ocupado as rodas de conversa mais do que os detalhes da Lei nº 8.112 — a cartilha do funcionalismo — e os macetes para as questões de cálculo. O arrocho fiscal prometido (e esperado) para o início do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff preocupa os concurseiros, que preveem um número bem menor de vagas e seleções oferecidas em 2015.

A apreensão dos estudantes faz todo sentido, no entender do professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) Nelson Marconi, especialista em política e economia do setor público. “O governo terá de ser bastante rigoroso com os gastos e o mais provável é que, por isso, não haja um número significativo de concursos no ano que vem”, comentou. O calendário de provas poderá ser muito parecido ou mesmo mais minguado que o de 2014, que, com Copa do Mundo e eleições, já não foi o dos melhores para quem sonha com a estabilidade.

Diante da real necessidade de melhorar as contas públicas, em meio a um cenário de economia estagnada, Marconi defende que, no mínimo, a nova equipe de Dilma adote critérios firmes no lançamento de editais para a ocupação de cargos no governo federal. “Não sabemos o que vai ocorrer, mas a folha de pessoal pesa muito. A presidente precisará escolher bem para quais setores vai autorizar contratações”, acrescentou.

Cronograma
A torcida dos concurseiros é para que as seleções já solicitadas ou autorizadas saiam logo do papel, garantindo um cronograma mínimo. Aparecem nessa lista certames cobiçados, como o do Tribunal de Contas da União (TCU), do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJ-DF) e da Polícia Civil do DF. Caso confirmados esses editais, estariam em jogo pelo menos 5,3 mil vagas.

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