Concurso, CorreioWeb, Brasília, DF

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Crise obriga cursinhos a rever operações, apesar de mais de 24 mil vagas abertas

15/12/2014 09:34 | Atualização: 15/12/2014 10:07

Diego Amorim

Zuleika de Souza e Ana Rayssa/CB/D.A Press
Vestcon em dois momentos: enquanto, em dezembro de 2013, os alunos enchiam as salas de aula, estimulados pelas provas de início de 2014, no último sábado, poucos estudantes compareceram ao local para se preparar

Nunca a capital dos concursos ficou tão distante desse título. Brasília havia se acostumado com os cursinhos lotados no fim do ano. Enquanto boa parte da população curtia as festas de Natal e de ano-novo, milhares de estudantes abarrotavam salas de aula em preparação para as seleções pós-réveillon. A crise, intensificada no último mês, mudou essa lógica. Com a escassez de editais e a consequente debandada de alunos, as escolas estão tomadas pelo marasmo.

Ninguém arrisca dizer o que será da indústria dos concursos daqui para frente. Consolidada logo no início da era petista no governo federal, quando ocorreu aumento considerável de nomeações e generosos reajustes no funcionalismo, a onda de concursos tende a perder força no segundo mandato de Dilma Rousseff. Ao que tudo indica, o arrocho fiscal sinalizado pela presidente reeleita colocará ainda mais à prova as estratégias dos cursinhos preparatórios.

Copa do Mundo e eleições em um ano de conjuntura econômica desfavorável desafiaram o segmento. Em 2014, os concurseiros ficaram seis meses sem ver um edital sequer na praça, lembrou na última semana o presidente do Gran Cursos, José Wilson Granjeiro, que não esconde a preocupação com o momento atual. Assim como outros cursinhos, em Brasília e em outras cidades, o enxugamento da estrutura tornou-se imperativo.

A principal unidade do Gran Cursos, no Setor de Indústrias Gráficas (SIG), um ponto de encontro dos concurseiros na capital federal, frequentado por gente de todo o país, fechou as portas. Sem a demanda esperada, o aluguel provocou um desequilíbrio nas contas. A tradicional unidade de Taguatinga também não escapou das reformulações e teve as atividades canceladas. Foi a solução para que a escola sobrevivesse aos novos tempos.

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