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GDF autoriza 208 cargos para Metrô/DF, mas apenas em 2017

Os metroviários já estão há mais de 50 dias em greve

09/08/2016 15:35

Do CorreioWeb

Carlos Moura/CB/D.A Press
Os metroviários do Distrito Federal poderiam até estar aliviados após o aval orçamentário do governo, que liberou 208 cargos para o Metrô/DF na semana passada. Porém, as vagas só deverão ser preenchidas em 2017 e a categoria reivindica maior efetivo há 57 dias, quando teve início a greve na capital. Ainda assim, a Lei de Diretrizes Orçamentárias é apenas uma previsão condicionada à arrecadação dos cofres públicos e à conveniência da medida, o que não garante que as vagas serão realmente preenchidas. Ou seja, mesmo que os aprovados cheguem a tomar posse, não será com a urgência necessária que demanda o quadro defasado de funcionários.

De acordo com a Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão do Distrito Federal (Seplag/DF), ainda não é possível contratar pessoal. ”O governo de Brasília permanece, por ora, impedido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) de fazer novas nomeações, com exceção para as áreas de Saúde, Educação e Segurança Pública e somente para repor vacâncias e aposentadorias”, informou. A assessoria de imprensa do Metrô/DF, por sua vez, declarou que a previsão orçamentária facilita as negociações com os aprovados, uma vez que essa é uma das principais demandas para o fim da greve.

Contudo, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do Distrito Federal (SindMetrô/DF) criticou o governo ao dizer que o número apresentado é muito inferior às necessidades da empresa e destacou que o próprio Metrô/DF reconhece que faltam mais de 650 empregados, em todas as áreas, em documento que enviou ao Ministério Publico do Trabalho.

“A categoria enfrenta o total descaso do governo, que se apóia na LRF para nem ao menos negociar. Enquanto são gastas verdadeiras fortunas com contratos para terceirização de pessoal e distribuição de cargos comissionados, cumprem a Lei de Responsabilidade Fiscal apenas nos pontos que lhe são convenientes”, relata o SindMetrô/DF, em carta aberta à população.

Greve

Em greve há 57 dias, os metroviários têm como principais reivindicações a convocação dos aprovados no último concurso (realizado em 2013, com prazo de vigência até 2018) e um reajuste salarial de 9,5%. Eles também denunciaram condições precárias de trabalho e falta de segurança, que prejudicam tanto funcionários quanto usuários do meio de transporte.

Nesse período de realização de jogos olímpicos na capital, de 4 a 13 de agosto, os metroviários são obrigados a trabalhar com 100% de pessoal. A decisão foi do vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Emmanoel Pereira, como resposta a pedido da Procuradoria-Geral do DF.

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