Concurso, CorreioWeb, Brasília, DF

Aprovados para professor do DF protestam por mais convocações na Câmara Legislativa

Classificados querem que o cadastro reserva seja ilimitado

29/04/2015 17:32 | Atualização: 29/04/2015 17:34

Lorena Pacheco

Divulgação/Paulo Castelo Branco
Uma comissão de candidatos aprovados no último concurso público para professor do Distrito Federal ocupou as galerias da Câmara Legislativa, nesta terça-feira (28/4). O objetivo foi buscar apoio dos parlamentares para que o cadastro reserva da seleção seja ilimitado e, dessa maneira, o governo local possa nomear mais classificados para a rede pública.

Segundo um dos organizadores da manifestação, professor Paulo Castelo Branco, cerca de 300 pessoas estavam presentes. “O concurso está engessado, e a supressão desse item de barreira poderá convocar rapidamente os classificados já para a 2ª fase do concurso, sanando o problema de falta de professores nas salas de aula de maneira econômica e justa”, defendeu o docente que é contra a realização de um novo concurso público para a carreira, já que a seleção seriam mais dispendiosa do que chamar quem já passou nas provas.

De acordo com a Câmara Legislativa, deputados distritais vão recorrer ao Tribunal de Contas do DF pedindo a ilegalidade da cláusula do edital lançado em 2013. Segundo Rodrigo Delmasso (PTN), a carência de vagas na rede pública na época do concurso era de cinco mil vagas e o edital foi lançado com quantidade insuficiente para suprir esta carência. Ainda foram simpatizantes à causa Wellington Luiz (PMDB), Chico Vigilante (PT), Prof. Israel (PV), Luzia de Paula (PEN), Wasny de Roure (PT), Joe Valle (PDT), entre outros.

A Secretaria de Gestão Administrativa e Desburocratização do GDF informou, por meio de assessoria, que ainda conta com 1.580 candidatos aprovados em cadastro reserva aguardando contratação até o vencimento do edital (o prazo se encerra em 3 de junho de 2016), logo não há previsão de novo concurso para tais áreas.

Sobre a extinção do limite do cadastro, a pasta afirma que ainda não recebeu nenhum pedido formal. Se isso for feito, o governo vai analisar a situação conforme demanda da Secretaria de Educação e dentro dos limites impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Ainda segundo a pasta, as ausências de profissionais em salas de aula são pontuais e surgem, eventualmente, no decorrer do dia letivo. O número de profissionais que faltam oscila, já que ao mesmo tempo que um professor entra de licença, outro retorna para a atividade fim. Segundo dados da Secretaria de Educação, o DF conta atualmente com aproximadamente 30 mil professores efetivos e 4.852 temporários, distribuídos em 657 escolas.

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