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#Ofchan: concurseiros comemoram lançamento do edital nas redes sociais

Especialista orienta concurseiros sobre rotina de estudos após a abertura do concurso. São 60 vagas de nível superior, com salário de R$ 7,2 mil

10/11/2015 15:01 | Atualização: 10/11/2015 15:14

Lorena Pacheco

Reprodução/Ofchan da Depressão/Facebook
Nada como acordar, abrir o Diário Oficial e ver que saiu o edital do seu concurso público! Nesta segunda-feira (9/11), a espera acabou para os concurseiros que aguardavam a seleção com 60 vagas para o cargo de oficial de chancelaria, popularmente conhecido como ‘ofchan’, do Ministério das Relações Exteriores. Em contagem regressiva desde junho, quando o Ministério do Planejamento autorizou a abertura das oportunidades, a ansiedade deu lugar às comemorações nas redes sociais. E não é para menos. Afinal, em meio a cortes de orçamento do governo e escassez de vagas públicas, o concurso admite inscrições de candidatos com qualquer curso de nível superior e oferece salário de R$ 7,2 mil.

No FórumCW, os concurseiros estão se preparando intensamente para as provas. Porém, apesar de comemorarem o lançamento do edital antes do tempo limite, que se encerraria em dezembro, muitos ficaram decepcionados com a quantidade de vagas abertas. “Fora cotas e PNE, na prática, são só 45 vagas. Que não fosse uma caminhão de vagas até que dava para atender, mas só essa quantidade é brincadeira” , reclamou Welima na sala aberta apenas para discutir o concurso de Ofchan. Mesmo assim, os estudantes se sentem otimistas diante do edital recém lançado. “É muito provável que durante a validade do concurso o MRE nomeie um número muito superior de aprovados em relação ao indicado, em razão das vacâncias que já ocorreram ou vão ocorrer durante o prazo de validade”, acredita Dutrarj.

Reprodução/Twitter

Reprodução/Twitter

Reprodução/Twitter

No Facebook, um grupo com interessados em ingressar na carreira já conta com mais de 3 mil membros. Neste primeiro momento, a discussão gira em volta do edital, e se as expectativas acumuladas durante os últimos meses foram alcançadas. Grupos de discussão no WhatsApp estão sendo formados e, no Twitter, a euforia também tomou conta da timeline dos concurseiros confiantes na aprovação.

Mas, em meio à troca de informações e materiais de estudo, muitas dúvidas surgem entre os candidatos, mesmo após a publicação do regulamento pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a banca organizadora. Entre elas, se é necessário ser fluente em inglês para passar, se o conteúdo da última prova para o cargo (aplicada em 2008) vai mudar muito, ou quantas horas é necessário estudar por dia para se tornar competitivo.

Para a professora de inglês e diretora de carreiras internacionais do curso Clio/Damásio Educacional, Raphaela Serrador, agora, com o edital aberto, é preciso calma e planejamento. Segundo a especialista, quem já estava se preparando deverá readequar a rotina de estudos, pois houve mudanças significativas - como com relação à disciplina de informática, que era tradicionalmente cobrada para o cargo, mas ficou de fora desta vez. E para quem começou a estudar agora ainda há esperança. “O cronograma vai ser mais apertado, mas, sim, é possível. Com disciplina e o direcionamento certo. Uma boa dica é fazer cursinhos na área, já que eles costumam oferecer preparação direcionada de acordo com os temas do concurso no tempo restante até a realização das provas”, aconselha.

Para saber mais sobre o concurso (datas de inscrições, taxa e prova), clique aqui. 

Reprodução/Ofchan da Depressão/Facebook
Segundo Serrador, conhecer a organizadora é essencial, assim como fazer exercícios de concursos passados. “É importante conhecer a teoria, isto é, os temas cobrados no conteúdo programático do edital, mas igualmente relevante é compreender como esses assuntos são cobrados pela banca. Eu diria que a rotina de estudos ideal se baseia em aulas com professores de competência reconhecida na área, e direcionamento no que se refere à realização de exercícios no modelo de prova FGV. Enfatizar o estudo das disciplinas que têm maior peso, tanto na prova objetiva quanto discursiva – inglês e português –, também deve ser considerado como prioritário pelos candidatos”.


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