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Secretaria de Educação vai abrir 2.900 vagas até agosto, assegura Rollemberg

Em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (4/7), o governador do DF anunciou a nova seleção para professor, técnicos, monitores e analistas

04/07/2016 14:53

Lorena Pacheco

André Borges/Agência Brasília/Reprodução
O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, anunciou que vai abrir novo concurso público para a Secretaria de Educação nesta segunda-feira (4/7), em coletiva no Palácio do Buriti. Serão 2,9 mil vagas ao todo, que serão abertas em até 40 dias, ou seja, até a primeira metade de agosto. A maioria das oportunidades, 2 mil delas, são para professores, sendo 800 imediatas (para nomeação a partir de 2017) e 1,2 mil para formação de cadastro reserva. As outras 900 chances serão destinadas à carreira de Assistência à Educação, sendo 560 para técnicos em gestão educacional (230 imediatas e 330 para cadastro), 250 para monitores de gestão educacional (100 imediatas e 150 para cadastro) e 90 para analistas (40 imediatas e 50 para cadastro).

Segundo o anúncio, será exigido nível superior de candidatos a professor e analista e nível médio para quem for disputar os cargos de monitor e técnico. Mas, de acordo com a assessoria da Secretaria de Educação, ainda não há informações sobre as áreas que serão abertas para os cargos autorizados, tampouco sobre qual empresa vai organizar a seleção. O último concurso para professor do DF foi para Educação Básica e teve a validade prorrogada por mais dois anos, a partir de maio deste ano. O processo seletivo foi organizado pelo Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação – IBFC e foram disponibilizadas 804 vagas para diversas áreas, como história, geografia, artes, biologia, informática, línguas estrangeiras, português, matemática, música, nutrição, química, sociologia, entre outras.

De acordo com a tabela de remunerações do GDF, professores com licenciatura plena recebem remuneração inicial de R$ 2.618,57, para 20h horas de trabalho e R$ 5.237,13, para 40h. Mas, com a obtenção de doutorado, o salário pode chegar a R$ 4.600,24 e R$ 9.200,47, respectivamente.

Já os técnicos e monitores em gestão educacional ganham remuneração inicial de R$ 2.019,41 (30h) e R$ 2.455,60 (40h), mas com possibilidade de chegar a R$ 5.766,87 (30h) e R$ 7.756,03 (40h) com mestrado e progressão funcional.

Os analistas, por sua vez, têm remuneração inicial para graduados de R$ 2.446,19 (30h) e 4.076,99 (40h), mas os valores podem chegar a R$ 6.638,97 (30h) e R$ 8.928,94 (40) para quem obtiver doutorado ao longo da carreira.

Vagas insuficientes

Para Cláudio Antunes, diretor do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro/DF), o concurso será feito de forma precária. “O número de oportunidades não será o suficiente, duas mil vagas é muito pouco para a necessidade que a rede pública tem hoje. Para se ter uma ideia, só entre o ano passado e esse ano houve mais de 800 aposentadorias, o que já cobre a quantidade de vagas imediatas anunciadas”. O diretor defende que o cadastro reserva deva ser maior para que haja maior possibilidade de convocação de aprovados. “Esse concurso pode cobrir o atraso de, mais ou menos, um ano e meio a dois anos de déficit de profissionais, mas como o GDF tem o costume de prorrogar a validade das seleções por mais dois anos, o governo deve enrolar a categoria por mais dois anos até que lançar novo edital. Foi o que aconteceu com o cargo de professor de atividades – que dá aulas de Educação Infantil -, que há dois anos não tem concursados, mesmo sendo necessário em praticamente metade das escolas do DF”, reclama Antunes.

Temporários
Em março, o GDF autorizou a contratação de 1.150 professores temporários para atuação no ano letivo de 2016. O quantitativo foi distribuído em 661 escolas públicas, o que corresponde a 50 mil horas de aula. Eles ocupam vagas de professores efetivos em licença ou que exercem cargos de coordenação nas escolas (podem ainda ser chamados para postos exclusivos de efetivos, caso não haja profissionais disponíveis). Com as outras 4,6 mil contratações temporárias (ou 180 mil horas de aula) autorizadas em janeiro, a pasta conta com 5.750 professores para este ano, o que significa 230 mil horas durante todo o ano.

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