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Concurso público do TST para trânsito no Distrito Federal

Candidatos que realizaram exame ontem para vaga no Tribunal Superior do Trabalho enfrentaram congestionamento para chegar aos locais do certame. Estão em disputa cargos de técnico e analista judiciários, com salários que variam de R$ 6.376,41 a R$ 10.461,90

20/11/2017 09:12 | Atualização: 20/11/2017 10:52

Ingrid Soares - Especial para o Correio

Ana Sá/CB/D.A Press
Fila grande de candidatos para entrar na universidade me dia de concurso público do TST
Os milhares de inscritos no concurso do Tribunal Superior do Trabalho (TST) realizaram as provas ontem em diversos pontos da cidade. Pela manhã, uma fila grande de pessoas em frente ao Centro Universitário Planalto do Distrito Federal (Uniplan), em Águas Claras, chamou a atenção de quem passava pelo local. Moradores da região administrativa relataram que houve congestionamento em diversas vias. Segundo informações da Fundação Carlos Chagas, mais de 105 mil pessoas se inscreveram para participar do certame.

Estão em jogo 52 vagas imediatas, e cadastro de reserva, para os cargos de técnico e analista judiciários, com salários que variam de R$ 6.376,41 a R$ 10.461,90, respectivamente. Para analistas judiciários, foram admitidas inscrições de candidatos com nível superior em direito (3), tecnologia da informação (2), contabilidade (1) e em qualquer curso de graduação para as áreas administrativa e de taquigrafia. Já para nível médio, há 22 chances para técnico judiciário da área administrativa, duas para segurança judiciária e 17, para programação (que exige curso técnico). As provas serão aplicadas pela manhã para cargos de nível médio e a tarde, para nível superior.

No último concurso, realizado em 2012 também pela Fundação Carlos Chagas (FCC), 76.811 candidatos se inscreveram para disputar 37 vagas imediatas e cadastro de reserva, ou seja, 2.075 pessoas por chance. Nesse concurso, o TST convocou 988 aprovados para posse, ou seja, mais de 26 vezes o número de vagas abertas. O cargo de analista judiciário, da área de apoio especializado em taquigrafia (que aceita candidatos com qualquer curso superior) esgotou os classificados da fila.

Quem saiu de longe para realizar a prova em Águas Claras contou com outros problemas na região. Com a paralisação do metrô, que se estendeu por este domingo, muitos tiveram que ir de carro, o que acabou complicando o trânsito.

A moradora do Lago Norte Cristina Obata teve que repensar as estratégias para chegar ao concurso. Ela faz prova em Águas Claras, e, por isso, deixaria o carro em alguma estação de metrô da Asa Sul, e pegaria o trem para a região do concurso. "Entendo a legitimidade desta greve, pois certamente isso não ocorreria se os direitos dos trabalhadores estivessem sendo garantidos e cumpridos", contou.

Candidatos de vários estados do país vieram para Brasília tentar uma vaga no concurso. Tatiane da Silva, 29 anos, analista de sistemas, fez a prova de nível médio no UniCeub, na Asa Norte. Moradora de Floriano (PI), deixou a filha de 7 anos com o marido e enfrentou um dia de viagem de ônibus para realizar a prova. Ela conta que se preparou durante quatro meses, com muito esforço. “Eu estudava de madrugada, antes de sair para trabalhar. Apesar do cansaço, me senti preparada. É uma boa chance de oferecer uma vida melhor para a família. Gostei da prova, só o tempo que achei pouco, tive que correr para terminar. A concorrência é grande, muita gente se preparou com mais tempo, mas estou confiante. Na minha sala, mais de 50% dos candidatos não compareceram”.

Celina Soares da Silva, 35 anos, moradora de Luziânia (GO), fez a prova para o cargo de contadora na Upis, na 712/912 Sul. Acompanhada da filha de 35 dias, ela requisitou uma sala especial para amamentação. “Estou me preparando há um ano. Foi meio corrido e achei a redação difícil. Esperava uma coisa da prova e acabou que foi outra. Não sei se vai dar para passar desta vez, mas vou continuar tentando”, afirma.

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