Concurso, CorreioWeb, Brasília, DF

Ibrae anula provas do concurso público da SEDESTMIDH após confusão

A banca informou que em breve vai divulgar as datas da próxima prova

24/03/2019 17:27 | Atualização: 25/03/2019 16:23

Mariana Fernandes / Patrícia Nadir - Especial para o Correio/

Arquivo pessoal
Após a confusão que resultou no cancelamento das provas vespertinas do concurso da Secretaria de Estado do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (SEDESTMIDH), os exames aplicados durante a manhã deste domingo (24/3) foram anulados. A decisão foi anunciada, por meio de nota, pelo Instituto Brasil de Educação (Ibrae), que informou que em breve vai divulgar as datas da próxima prova. 

Confira o comunicado completo:

"Em razão do atraso ocorrido na distribuição da prova na Universidade Paulista (UNIP) e do consequente tumulto causado por alguns candidatos, a direção do Ibrae decidiu anular a prova cuja aplicação teve início na manhã de hoje, às 8, para os cargos a seguir. Em breve, será divulgada a data da próxima prova".

Entenda

O certame estava previsto para as 8h deste domingo (24/3). Mas, ainda de manhã, a  banca cancelou a aplicação das provas no período vespertino alegando que a decisão foi por conta do atraso ocorrido na distribuição do exame para concurseiros na Unip e pelo “tumulto causado por alguns candidatos”. Pela manhã, bagunça e indignação marcaram o certame. 

Candidatos que fariam a prova na Unip relataram atraso — já que a prova foi entregue uma hora e meia depois do previsto para muitos  —, desinformação dos fiscais de sala e a falta de organização no geral. Diante da desorganização, alguns candidatos saíram da sala, outros tiveram a prova recolhida, alguns permaneceram para saber o que seria feito. 

Denúncia de fraude 

De acordo com relatos de candidatos, além do atraso excessivo, muitos envelopes não estavam lacrados e até mexer no celular era permitido dentro de sala enquanto os candidatos tinham acesso ao caderno de provas. 

Concurseiros disseram também que não havia detector de metal na entrada, o cartão de respostas não foi entregue aos candidatos e os chefes de sala não conseguiam se comunicar com o Ibrae. Com isso, as pessoas de algumas salas acabaram sendo liberadas enquanto outras faziam a prova em outros locais.

De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal ( PCDF), alguns candidatos registraram ocorrência na 1ª DP (Asa Sul),  relatando diversas falhas administrativas, relativas a dúvidas de interpretação do edital do concurso, horário de fechamento de portões, falta de
provas, falta de gabaritos, entre outras possíveis falhas administrativas e organizacionais, que ocorreram em diversos locais onde as provas foram aplicadas.

Dessa forma, a PCDF informou que as ocorrências estão em apuração."Estão sendo efetuadas as orientações aos que compareceram a esta delegacia e também as ocorrências que vislumbravam possíveis delitos criminais, e as objeções, protestos e indignações referentes aos ocorridos", disse.

Ainda de acordo com a corporação, todos os casos foram orientados ao Ministério Público, Defensoria Pública e Judiciário, e as demais providências jurídicas serão analisadas.

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