
Segundo o edital da Seduce, um professor temporário, com carga horária de 20h, vai receber R$ 654; de 30h, R$ 981 e de 40h, R$ 1.308. Em entrevista ao CorreioWeb, a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) Bia de Lima, afirmou que os valores desrespeitam a Constituição Federal, que prevê que nenhum trabalhador receberá menos do que o salário mínimo, e a Lei do Piso, atualizada em fevereiro pelo Ministério da Educação.
Para a presidente, as contratações temporárias têm sido um problema para a carreira do magistério público estadual, pois, os contratos são muitas vezes rompidos por desestímulo do professor, que acaba se desvinculando da escola.
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A categoria prepara reação: a primeira medida é o envio de representação ao Ministério Público para a realização de concurso público (são seis anos sem contratações permanentes). A segunda é cobrar do Tribunal de Contas do Estado (TCE/GO) atitude quanto ao uso das verbas da educação para solucionar o deficit de profissionais. E a última é convocar uma nova reunião na Assembleia Legislativa do estado para reajuste desses valores

Médio ou superior
A seleção oferece 1.805 vagas para o cargo de professor temporário, além de formação de cadastro reserva. Para concorrer, é necessário que o candidato tenha ensino médio ou superior que corresponda às áreas de conhecimento exigidas em edital.
Os candidatos passarão apenas por avaliação curricular. Na ocasião, serão analisadas formação educacional e experiência profissional. O concurso tem validade de um ano, a partir da data da homologação e pode ser prorrogado por igual período.
Compare abaixo a remuneração, equivalente a 20h semanais, de professores temporários em alguns estados brasileiros*
Mato Grosso R$ 1.739,29
Distrito Federal R$ 546,08
Goiás R$ R$ 654
São Paulo R$ 1.207,94
Tocantins R$ 1.730
Bahia: R$ 1.659
* Dados dos sindicatos dos professores da rede pública de ensino de cada estado