Concurso, CorreioWeb, Brasília, DF

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Mais de 2,5 mil vagas abertas em concursos nacionais e no DF

Segundo especialistas, os concurseiros não devem se abalar com a crise nem se assustar com o número reduzido de certames

17/11/2015 09:07

Vera Batista

Marcelo Ferreira/CB/D.A Press
Afetado fortemente pela recessão e pelo ajuste fiscal em todas as esferas, o mercado de concurso público se retraiu. No momento, há apenas 30 certames com 2.561 vagas disponíveis no Distrito Federal e em órgãos nacionais, com salários que vão de R$ 3,8 mil a R$ 23,9 mil. As oportunidades são para funções especializadas de níveis médio e superior.

O menor salário (mais ainda muito convidativo, R$ 3,8 mil) está sendo oferecido para técnico de nível médio da Defensoria Pública da União (DPU) — concurso que foi suspenso em maio, reaberto em outubro, e está com o período de inscrição prorrogado até o próximo domingo. O motivo da suspensão foi uma questão legal. Como a DPU ganhou autonomia, não é mais permitida a titularização de cargos criados pelo Poder Executivo. Mas, sem os cargos, não era possível aumentar o número de servidores. A DPU, que em 20 anos de existência fez apenas um concurso, precisou entrar na Justiça, solicitando a imediata devolução das vagas.

Barreiras
Segundo especialistas, no entanto, os concurseiros não devem se abalar com a crise nem se assustar com o número reduzido de certames. Diante do cenário de elevação do custo de vida, com as taxas de desemprego evoluindo a cada dia no setor privado, ficam mais evidentes as barreiras para a entrada no mercado de trabalho, principalmente para pessoas com pouca experiência. Esse conjunto de fatores faz com que a empregabilidade pública ganhe destaque. E quando o interesse pela estabilidade aumenta, a concorrência fica mais acirrada, pois a única porta para entrar na carreira pública é o concurso.

Diante dessa conjuntura, quem mantiver o foco nos estudos, tende a ter mais sucesso nos exames. “Os governos dizem que estão quebrados e apertam o cinto. Com certeza, 2016 vai ser muito ruim para concursos, por falta de dotação orçamentária. A situação vai melhorar, com certeza, em 2017, porque há muitos órgãos com o quadro excessivamente enxuto e com um contingente enorme de candidatos à aposentadoria no curto prazo. Não se sabe o ritmo dos concursos no futuro: se vão sair aos poucos ou todos de uma vez. Assim, quem quiser mesmo passar, não pode ser imediatista. Tem que, desde já, começar a se exercitar e a planejar o futuro”, aconselhou Max Kolbe, professor de Direito Constitucional e Defesa do Consumidor e especialista em concurso, do Escritório Kolbe e Advogados Associados.

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