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Sindicato deflagra operação para denunciar falta de policiais civis no DF

Segundo a categoria, atualmente a corporação conta com pouco mais da metade necessária para atender à população

05/07/2016 09:39

Helena Mader

Andre Borges/Agência Brasília
A Operação PCDF Legal foi deflagrada pelo Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal (Sinpol/DF) nesta segunda-feira (5/7). Os integrantes do movimento querem expor o sucateamento da categoria, principalmente em relação ao tamanho do efetivo — atualmente, a corporação conta com 4.500 policiais, enquanto o necessário, segundo eles, seriam 8.900. Rodrigo Franco, presidente do Sinpol, argumenta que os problemas vão além do quesito humano. “O reflexo do sucateamento da categoria reflete também na falta de estrutura das delegacias, onde os armamentos apresentam falhas técnicas, chegando até a disparar sozinhos. Temos coletes vencidos e falta de material básico de escritório”, relata.

Durante a operação, agentes e escrivães não desempenharão nenhuma atividade que fuja às atribuições pertinentes a cada cargo, diferentemente do que ocorre atualmente. “Estamos com defasagem em sete cargos, então, quando alguém chega a delegacia, nós já não conseguimos realizar rapidamente a recuperação de objetivos roubados ou uma prisão em flagrante como fazíamos antes, pois agora temos apenas três ou quatro policiais de plantão”, explica Franco. O governador pretende receber representantes da PCDF em duas semanas para discutir as pautas da categoria, que busca também reajuste salarial semelhante ao firmado para os policiais federais.

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Ontem, o governador Rodrigo Rollemberg se encontrou com representantes do Fórum das Associações Representativas dos Policiais Militares e dos Bombeiros Militares do DF (Assor). O objetivo era discutir o projeto de reajuste salarial para as categorias. Para isso, os dois lados criaram um grupo de trabalho a fim de construir uma proposta que atenda às necessidades dos militares e seja adequada à atual situação financeira do Distrito Federal.

No grupo, estarão presentes representantes da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, da Casa Civil, da Secretaria de Fazenda e da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão. O presidente da Assor, coronel Mauro Bambrilla, conta que mesmo sem uma decisão, ficou satisfeito com a recepção do governador e diz que o canal de negociações será mantido. “Rollemberg mostrou interesse em negociar com a categoria, mas informou que, devido às condições financeiros do governo, será preciso cautela antes de definir algo”, relata.

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