Concurso, CorreioWeb, Brasília, DF

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TST convocou 26 vezes mais que o número de vagas abertas no concurso passado

Novo concurso já foi lançado e oferece salários de até R$ 10,4 mil

15/08/2017 16:43

Lorena Pacheco / Marlene Gomes, especial para o Correio /

Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press
Disposto a não perder a chance, Matheus acelera os estudos
Para quem não se animou muito com o número de vagas de provimento imediato do novo concurso do Tribunal Superior do Trabalho (TST), sem falar na baita concorrência que a seleção deverá obter, é bom saber que o órgão tem histórico de chamar bem mais que o número de chances estipulado no edital. No último concurso, em 2012, foram oferecidas apenas 37 vagas, mas o TST convocou 988 aprovados, ou seja, são mais que 26 vezes o número de chances abertas. O cargo de analista judiciário, da área de apoio especializado em taquigrafia (que aceita candidatos com qualquer curso superior), por exemplo, esgotou os classificados da fila. Bom, né?


O concurso de agora, já foi lançado, e oferta 52 vagas para contratação imediata, além de formação de cadastro reserva. As oportunidades são para candidatos com nível médio ou superior, com salários de  R$ 6.376,41 e R$ 10.461,90, respectivamente. As inscrições poderão ser feitas de 17 de agosto a 22 de setembro pelo site da Fundação Carlos Chagas (FCC), que é a banca organizadora do concurso. As provas serão aplicadas em 19 de novembro.

Para as vagas de analistas judiciários, são admitidas inscrições de candidatos com formação superior em direito (3), tecnologia da informação (2), contabilidade (1) e em qualquer curso para as áreas administrativa e de taquigrafia. Já para nível médio, serão oferecidas 22 vagas para técnico judiciário da área administrativa, duas para segurança judiciária e 17 para programação (que exige curso técnico). Serão destinadas três vagas para pessoas portadoras de deficiência e nove vagas para negros. As taxas de inscrição são de R$ 80 para nível médio e de R$ 120 para os candidatos a cargos de nível superior.

Dicas preciosas

O professor de legislação específica do IMP Concurso, Dackson Soares lembra que, para ser aprovado em um concurso público, o candidato deve ter um ótimo conhecimento de todas as matérias. Mas, no caso de regimento interno, o conteúdo é quase sempre um mistério, e a maioria dos candidatos não tem nenhuma base prévia do que pode ser cobrado. Daí a importância de dar atenção especial à disciplina. “De acordo com o conteúdo programático e tendo, ainda, como base concursos anteriores, estimo que serão cobradas 10 questões de regimento. Considerando que cada questão tem cinco itens, teríamos a possibilidade de até 50 itens diferentes”, analisou.

Morador de Águas Lindas, Matheus Julião Chagas, 24 anos, começou a estudar para concursos públicos em 2014, com foco nas carreiras de tribunais. Com a divulgação do edital do TST, ele está determinado a não perder a oportunidade e agora entra em uma nova fase na preparação, passando a se dedicar às matérias específicas do tribunal, como administração financeira e orçamentária. “Já estou estudando em uma turma com matérias básicas de certames, mas agora vou focar nas matérias específicas do concurso do TST”, explicou.

Leia mais: Aprovados dão dicas de como passar no concurso do TST

Vítor da Silva Ferreira, 24 anos, formou-se em direito no ano passado. No início do ano, começou a preparação para concursos públicos de nível superior, com uma média de 10 horas de estudo  por dia, entre as aulas no cursinho e a revisão das disciplinas. O TST será o primeiro concurso de Vítor depois da graduação. “O mais difícil é conseguir revisar o conteúdo todos os dias, porque a quantidade de matérias do concurso é grande”, disse.

Incentivada pelos tios, Orlando e Débora, auditores da Receita Federal, Giuliana Almeida Silva deixou, há dois anos, o município de Dom Elizeu, no Pará, onde residia com os pais, para vir morar em Brasília. A jovem, que era vendedora em sua cidade, sonha em conquistar uma vaga no serviço público. Por enquanto, ela faz um curso com matérias básicas de concursos e ainda não se considera preparada para encarar a prova de nível médio do TST. “Tenho pouco tempo de estudo, mas talvez eu até faça a prova do tribunal para ganhar experiência”, disse.

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