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Cinco coisas que você precisa saber sobre o concurso do Banco do Brasil

Você sabia que a prova voltou a cobrar inglês recentemente? E que atendimento é a nova disciplina mais importante do concurso? Então, fique ligado

24/09/2015 14:48 | Atualização: 25/09/2015 16:27

Sílvia Mendonça

Evandro Matheus/Esp. CB/D.A Press
Quando se trata de concursos, quem nunca ponderou a carreira bancária que atire a primeira pedra. Conhecida como “trampolim”, muitas vezes, é nela que o concurseiro encontra o primeiro cargo no serviço público, mas nem sempre é onde decide ficar. De qualquer forma, os atrativos de ser tornar escriturário do Banco do Brasil (BB) chamam, cada vez mais, candidatos para as seleções. Se você é uma dessas pessoas, confira a lista preparada pelo Correio com cinco tópicos essenciais para quem se inscreveu no mais recente processo seletivo da instituição financeira.

- O inglês voltou
Para surpresa de muitos candidatos, o banco voltou, recentemente, a cobrar língua inglesa nas provas objetivas. A disciplina, contudo, não deve ser motivo de desespero para os concurseiros. De acordo com o especialista em concursos do BB Deodato Neto, do IMP Concursos, a exigência é básica e mais relacionada à interpretação de texto. O professor indica que três meses de estudo podem ajudar a criar uma base para a prova. “Mas não há milagres”, adverte. Ele acredita que se o candidato estiver muito bem preparado, nem mesmo precisa estudar inglês, porém, é preciso estar afiado e confiante nas demais matérias. Caso você já saiba um pouco de inglês, consulte provas passadas, especialmente as mais recentes, e veja se é necessário dedicar tempo a uma revisão de conteúdo ou não.

- Atendimento
Esta, atualmente, é a matéria mais importante do concurso. De acordo com Neto, nos últimos três processos seletivos, foi a disciplina que colocou ou tirou da disputa os candidatos bem preparados. Assim como técnicas de venda, serão cobradas dez questões, sendo cinco com valor de 1,5 ponto e outras cinco com valor de 2,0 pontos, subtotalizando 17,5 pontos. “Mas e conhecimentos bancários?”, indaga o candidato. Neste caso, o professor explica que conhecimentos bancários podem-se adquirir no decorrer do trabalho, já atendimento é o grande problema dos bancos, atualmente. “As pessoas trocam de banco por conta de atendimento, gostam de um gerente tal, valorizam ser bem tratados. É a lógica do mercado, uma característica do setor privado mesmo. Hoje em dia, você precisa atender bem o cliente, senão fica para trás”, analisa.

- Crescimento interno
De acordo com Neto, quem já possui experiência em banco privado abre vantagem e alcança crescimento rápido dentro do BB. “O escriturário entra cru, mas quem já é da área consegue posto de gerência logo, logo. Quem se destaca na parte de atendimento também”, conta. O professor destaca que, atualmente, o banco precisa de bons gerentes e, para isso, é preciso encontrar profissionais que ofereçam um relacionamento forte com o cliente. “Quando o escriturário se destaca, consegue tirar salário até de cargo de nível superior em cenário nacional”, adianta. Segundo Neto, também é possível mudar de área dentro do banco, mas é preciso se destacar. “A pessoa tem que chegar junto, procurar saber de outros departamentos que precisam de gente, correr atrás e mostrar serviço. Quando você entra, ninguém sabe quem é você, então tem que ir atrás”, aconselha.

- Redação
Se você é do tipo que só quer fazer a média na redação, mude de estratégia. Dependendo da nota final, o candidato pode conquistar várias posições na classificação final do concurso. Então, melhor estar preparado. Neto destaca que, por ser um concurso para carreira bancária, não quer dizer, necessariamente, que cairão assuntos relacionados a esse tema. Na última seleção, por exemplo, a redação foi sobre a influência das mídias sociais na sociedade. “Este ano, acho que o tema bombástico é o efeito da crise, tanto para o serviço financeiro bancário, quanto na vida das pessoas”, sugere. Para ficar por dentro, acompanhe a editoria de Economia (http://www.correiobraziliense.com.br/economia/) do Correio, por exemplo.

- Lotação
Desta vez, os aprovados no concurso serão lotados na região Nordeste. Porém, nada impede que candidatos de outras regiões tentem as vagas e, caso sejam nomeados, peçam transferência de volta para casa após o estágio probatório. Afinal, o BB é um órgão federal. Neto destaca, porém, que o processo de remoção não é simples. “Mesmo depois de solicitada a mudança, não quer dizer que você vai conseguir. Essa troca depende de muita coisa, por exemplo, existe uma lista de espera. Conheço casos bem sucedidos, de pessoas que voltaram no mesmo mês que pediram, mas esse não é o mais comum”, alerta.

O que diz o edital
Ao todo, o BB abriu 860 oportunidades para o cargo de escriturário. Segundo o edital, destas, 95 são imediatas e 765 para formação de cadastro de reserva. Participam candidatos com nível médio completo, em busca da remuneração de R$ 2.227,26, para jornada de trabalho de 30 horas semanais. Além do salário inicial, contudo, o futuro funcionário também receberá participação nos lucros da empresa, vale-transporte, vale-cultura, auxílio-creche, ajuda alimentação/refeição, auxílio a filho com deficiência, plano odontológico, plano de saúde e previdência privada. A Cesgranrio é a banca examinadora da seleção. Confira aqui o edital.

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