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Saiba quais são os 10 mandamentos para passar em concursos públicos

Ingressar na carreira pública não costuma ser fácil, e nem todos sabem quais são os melhores métodos para estudar para os concursos. Veja dicas de especialistas para conciliar estudos à rotina diária e conquistar a tão sonhada vaga

15/10/2015 09:20 | Atualização: 15/10/2015 13:26

Do Correio Braziliense

Gustavo Moreno/CB/D.A Press
Mayra usa consultoria por meio do WhatsApp para se preparar

Quando alguém resolve prestar um concurso público, é bom contar com duas certezas: a vaga pode demorar a se tornar realidade e o candidato vai ter de estudar muito para passar. Mas, como se preparar para uma rotina desgastante de muitos livros e pouca vida social? Para especialistas em concurso, não basta criar uma programação de estudos, mas também fazer um planejamento mais abrangente, para inserir novos hábitos na vida como um todo. Conversamos com um time de especialistas e ex-concurseiros e chegamos aos...



10 mandamentos do concurso
» Prepare-se com antecedência: quando um concurso for autorizado, você já pode começar a estudar. Não espere o lançamento do edital, pois muitas vezes o período até a realização da prova não é suficiente para estudar todo o conteúdo.


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» Acompanhe o edital: para não perder tempo, estude somente o que está especificado no certame. Ninguém precisa marcar bobeira estudando o que não vai cair.


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» Tenha disciplina: é importante exercitar muito os conteúdos até aprender. A repetição é uma ótima técnica para reter informações.



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» Preste vários concursos: quando você de fato estiver concorrendo à vaga dos seus sonhos, já estará preparado para a realização do teste.


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» Nunca emende conteúdos: ao terminar de estudar uma matéria, não parta logo para outra. Faça exercícios sobre o assunto: é assim que você absorve os conceitos e observa se realmente aprendeu.


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» Faça resumos: 80% dos alunos fixam melhor um conteúdo quando escrevem. Resumos são uma boa forma de assimilar o conteúdo.


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» Tenha calma na hora da prova: Chegue cedo e fique tranquilo. Saiba que você fez o máximo para se preparar para aquele momento.



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» Se alimente adequadamente. A alimentação saudável e nas horas certas ajuda a absorver o conteúdo com facilidade e oferece bem-estar quando for fazer as provas.


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» Leia com atenção: Muitos erros se dão por falta de atenção ou má interpretação ao ler a questão.


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» Confie em seus conhecimentos: Somente troque um item se tiver absoluta certeza de que o outro é o correto. Passe logo para o próximo para ter tempo de resolver questões mais fáceis.


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Fonte: professor Sérgio Cabrera, coordenador pedagógico e professor de informática do Unificado Concursos


Cronograma de vida
Bacharel em ciências contábeis pela Universidade de Brasília (UnB) e coach de concursos há quatro anos, Márcio Micheli fala da importância de se preparar na esfera pessoal antes de começar os estudos. “O concurseiro deve, em primeiro lugar, fazer um ‘cronograma de vida’: ou seja, praticar exercícios físicos de três a cinco vezes por semana, preferencialmente na parte da manhã; ter ao menos um dia de descanso — não só para si mesmo, mas para suprir emocionalmente as pessoas que precisam de você e que podem exercer forte carga de pressão sobre o candidato; e dar atenção especial à saúde”, ensina.

É preciso saber criar o cronograma de estudos e colocar na ponta do lápis o tempo disponível. Dividir as horas de estudo para evitar o desgaste também é importante. “Não se dedique apenas a uma única matéria. Para quem tem seis horas diárias, o ideal é cobrir três matérias, até esgotar o conteúdo,” aconselha Micheli. No momento de escolher as disciplinas, ele recomenda optar por uma difícil, uma intermediária e uma fácil – nessa ordem.

Para os especialistas, se bem preparados, todos têm boas chances. “Os candidatos precisam ter foco, dedicar tempo aos estudos fora de sala de aula, abdicar um pouco do tempo de lazer, mas também não passar o tempo todo estudando”, explica Sergio Cabrera, coordenador pedagógico e professor de informática do Unificado Concursos. Com 25 anos de experiência em concursos públicos, Cabrera afirma que o estudo prolongado não é recomendável: “Três horas em sala de aula, mais revisões de conteúdo de uma a quatro horas por dia são essenciais. Mais do que isso compromete o rendimento”.

Desde 2002, Fernando Mesquita, 30 anos, estuda para concursos. Ele acumulou mais de cinquenta provas. Em 2012, quando se preparava para o certame do Senado, sentiu o peso do excesso de estudo. “Quando eu tentava estudar oito horas ou mais, passava mal, vomitava, tinha febre; no outro dia, mal conseguia me levantar da cama. Percebi que meu corpo só aguentava estudar cinco horas”, conta. Para ele, o estresse acabou prejudicando. “A quantidade de tempo que você estuda só te ajuda até certo ponto. A qualidade é mais importante, sou contra prejudicar a saúde em função do estudo. Ficar 12 horas com a cara nos livros não é produtivo, é criar uma expectativa irreal de que vai passar por conta da quantidade de minutos dedicados”, opina. Hoje, Fernando é analista administrativo no Tribunal Regional Federal (TRF). “Valeu a pena parar de prejudicar minha saúde. O estudo precisa ser sustentável, e isso só é possível quando você insere a prática na sua vida, sem danos em outras áreas.”

Estudo sustentável

José Jeorge Oliveira, 33 anos, formado em enfermagem na Universidade Católica de Brasília, passou em concursos de peso, como o do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), o do Supremo Tribunal Federal (STF) e o da Secretaria de Saúde (SES). O veterano considera o estudo sistemático importante, mas evita que a atividade se torne um fardo. Para o cargo em que trabalha atualmente, Jeorge estudou apenas três meses e garante que parte do segredo é justamente estudar de forma sustentável, sem se desgastar. “Eu nunca me sobrecarreguei com estudos. Mantive minha rotina, com horas diárias e estudando matéria por matéria, mas fiz tudo respeitando meu tempo livre e meus limites. Penso que isso me ajudou a chegar com tranquilidade e com o conteúdo assimilado à prova”, explica.

Métodos
Formada em administração no Centro Universitário Eurípedes de Marília (Univem), Mayra Boldrin, 32 anos, fez quatro concursos e, depois de tentar várias técnicas de estudo, percebeu que o aplicativo WhatsApp poderia ser um grande aliado na preparação. “Eu estudava de outro jeito e não deu muito certo, não passava e ficava sempre no quase. Descobri a consultoria por WhatsApp, e os resultados estão sendo bons, meu rendimento está bem alto”, explica. Ao estudar para o concurso da Câmara dos Deputados, ela lê leis e textos, resolve questões e, depois, tira as dúvidas com coaches e professores via aplicativo. “Acho muito bom porque tenho fontes confiáveis para me explicar o que não entendi, e o retorno é rápido. Meu percentual de acerto está entre 80% e 100%, uma melhora bem significativa para mim”, comenta.

Perseverança até a aprovação

Quem está se preparando para concursos previstos deve saber que não é preciso estudar por cursinho e nem por livros, porque existe a internet que serve para praticamente tudo. O candidato pode juntar conteúdos e montar o próprio material de estudo, antes mesmo do lançamento do edital. Acredito que o mal do brasileiro é achar que sentar para estudar dói, mas quando é para ver novela ou jogo de futebol, as pessoas ficam horas. Não acredito que o estudo prejudique a saúde. Observo que muitos alunos, quando se encontram diante de uma dificuldade, desistem. Eles não podem encarar como um problema, mas procurar uma solução. No dia da prova é preciso ir tranquilo e não encarar como algo que vai mudar sua vida. Se a pessoa passar, é porque realmente mereceu e fez por onde.
Gladson Miranda, coach em concursos e coordenador da Mentory Concursos


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