Concurso, CorreioWeb, Brasília, DF

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Idecan é desclassificado da organização do concurso da Polícia Militar do DF

Concurso vai oferecer 2.024 vagas para a carreira de soldado

14/03/2017 09:32 | Atualização: 14/03/2017 13:12

Mariana Fernandes

PMDF/Divulgação
O Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional ( Idecan) foi desclassificado da organização do concurso da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), que vai oferecer 2.024 vagas para a carreira de soldado. A decisão foi publicada no Diário Oficial do DF desta terça-feira (14/3). Segundo o Departamento de Logística e Finanças do órgão, a banca não atende aos requisitos necessários para organizar o certame. O Idecan tem cinco dias para interpor recurso. Confira aqui a publicação completa.

O edital completo, com as datas e valores de inscrições, deve ser publicado em breve. As chances serão distribuídas entre soldado policial (500), especialistas corneteiros (18) e especialistas músicos (6). Outras 1500 serão para formação de cadastro reserva. O concurso terá validade de dois ano, podendo dobrar.

A expectativa é de que pelos menos 28 mil candidatos se inscrevam para o concurso, com base na média de processos seletivos anteriores para cargos de nível superior em órgãos da Segurança Pública do DF. 
 
O certame é composto por prova objetiva, redação, teste de aptidão física, avaliação de exames médicos, pscicológicos, investigação da vida pregressa e social do candidato e, para quem se inscrever para músico, haverá também uma prova prática instrumental.


Polêmica


Vale lembrar que o Idecan é o organizador do concurso do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) e que foi alvo de denúncias de irregularidades. Na última terça-feira (7/3), o Minstério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) recomendou  a anulação da primeira etapa do certame para o cargo de soldado condutor e operador de viaturas após receber mais de 100 manifestações contra a prova, que ocorreu em 5 de fevereiro. O MPDFT informou que identificou "graves falhas prodecimentais" cometidas pela banca.

Outra etapa do concurso chegou a ser anulada também por irregularidades. A prova para oficiais, que ocorreu em 12 de fevereiro, foi anulada após candidatos reclamarem que cartões de respostas foram distribuídos sem identificação correta. Ainda segundo os candidatos, também faltaram folhas finais para a entrega da redação e os concurseiros tiveram que entregar suas redações em folhas de rascunho. Um novo cronograma foi divulgado  no início deste mês e os exames discursivos serão aplicados em 26 de março. 

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Último concurso 


O última seleção foi em 2012, e ofertou mil vagas para o cargo de soldado permanente da corporação, dentre elas 964 eram para soldado combatente (790 para homens, e 174 pra mulheres; 24 para soldado corneteiro (ambos os sexos) e 12 para soldado músico (ambos os sexos, e diversas especialidades).
 
O concurso contou com 27.461 candidatos inscritos. A remuneração inicial foi de R$ 3.322,51 durante o curso de formação, mas podia chegar a até R$ 4.306,79 depois do curso. Os aprovados também recebiam o auxílio alimentação no valor de R$ 650. 

No último concurso, os avaliados foram selecionados através de uma prova objetiva de 60 questões, sendo 20 de Conhecimentos Gerais – Língua Portuguesa, Atualidades, Raciocínio Lógico e Noções de Informática, e as outras 40 questões abordavam Conhecimentos Específicos – Noções de Administração e Psicologia, Lei Orgânica do Distrito Federal, Noções de Direito Administrativo, Noções de Direito Constitucional, Noções de Direito Penal, Noções de Direito Processual Penal, Legislação Extravagante e Noções do Direito Penal Militar.

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