Concurso, CorreioWeb, Brasília, DF

Está sem vontade de estudar? Concurseiros contam como driblam desânimo

Nessa hora vale tudo, até aposentar o celular

15/03/2016 09:30 | Atualização: 15/03/2016 09:32

Mariana Fernandes

Trabalhos, faculdade, amigos e até a família. Dedicar-se ao concurso público às vezes significa deixar de lado hábitos e pessoas e se apegar aos livros e à sala de aula de manhã, de tarde, à noite e durante todo santo dia da semana. Porém, mesmo diante de momentos desmotivantes ou até mesmo de sucessivas reprovações, a ordem é não desistir. Afinal, concurso não se faz para passar, mas até passar, certo?

Maria Eva Ferreira da Silva, 37 anos, é um exemplo disso. Auxiliar de serviços gerais, ela trabalha das 7h às 17h, tem filhos e ainda assim se dedica todos os dias aos estudos. “Não é fácil conciliar tudo, mas sempre penso no futuro dos meus filhos”. Segundo ela, nos momentos de desânimo, é necessário se apegar em algo maior. “Já pensei em desistir, mas depois penso no salário e na garantia de um emprego seguro”. Além da rotina cheia, Maria ainda precisa superar o cansaço diário. “Tem dias que não consigo estudar, mas a necessidade de lutar por um futuro melhor, fala sempre mais alto”.

Arquivo Pessoal
Letícia Rocha e Maria Eva Ferreira da Silva não desanimam
Para Letícia Rocha, 26 anos, desde o momento da escolha pela carreira pública, ela já sabia que não seria fácil. A contadora se dedica exclusivamente aos estudos há três anos e almeja uma carreira de controle e fiscalização, como por exemplo, o cargo de auditor externo no Tribunal de Contas da União. “Quando o desejo é ingressar em uma carreira que exige muito, manter a motivação a longo prazo é o maior desafio, mas continuo firme”, afirma esperançosa. Segundo ela, o importante é nunca parar e quando o desânimo bater, tentar não se desorganizar. “Procuro manter uma rotina de horários e penso que a vontade de trabalhar e atingir independência financeira é maior que tudo”.

A dica de Letícia para manter o foco e não desanimar é afastar ao máximo o celular e as redes sociais, ficar em silêncio e fazer sempre anotações para posterior revisão de conteúdo.

Já para o estudante Yuri Felipe Freitas, 26 anos, é normal se sentir desmotivado, mas é preciso estabelecer metas a longo prazo e cumpri-las pouco a pouco. “Além das aulas no cursinho, em casa criei o meu próprio ambiente de estudos. No meu tempo em frente aos livros sempre tento intercalar matérias que domino com as que tenho mais dificuldade e tento não me cobrar o tempo todo”.

Arquivo Pessoal
Servidor Mário Valverde em frente ao trabalho na Esplanada dos Ministérios
Para Mário Valverde, 29 anos, a aprovação chegou, mas ele não pretende parar por aí. Estudou por dois anos, foi aprovado no cargo de analista técnico administrativo, mas pretende alcançar áreas que tem mais interesse. “O começo dos estudos é o mais difícil, mas eu tinha um objetivo e tinha certeza que uma hora conseguiria”. Mário conta que para se manter entusiasmado sempre se imaginava trabalhando no cargo estimado, mas, que relaxar também é fundamental. “Eu pensava na satisfação que a aprovação me traria e procurava me divertir sempre que possível”, conta. Segundo ele, sair e fazer coisas que gosta é fundamental. “Ler outros livros, meditar, conversar com amigos é importante para não se desesperar”.


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